sábado, fevereiro 23, 2008
Para ti,
Quero que deixes de respirar, só para que te doa tanto quanto me dói todos os dias. Quero que te sintas sozinho, numa sala cheia de pessoas. Quero que acordes todos os dias e nunca sintas o motivo disso. Quero que te deites sozinho, todas as noites, sem ninguém com quem sonhar. Quero que todas as caras te sejam desconhecidas. Quero que todos os sítios estejam diferentes. Quero que todos os sorrisos não sejam pura felicidade. Quero que cada abraço seja frio. Quero que cada sucesso pareça quase uma derrota. Quero que cada palavra não encontre sentido. Quero que cada voz não encontre destino. Quero que cada dia de sol seja um dia de chuva. Quero que neve dentro de ti, e que todo o teu corpo gele a tua alma. Quero que te doa, cada minuto que passa, para saberes odiar o mundo. E quero, por último, que nada disto te aconteça, para que possas ser feliz. (...)
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Ser feliz é ser real, tanto quanto é possível. Nunca se é verdadeiramente feliz. Aliás, ninguém é puramente feliz. Não existe felicidade, é apenas um cliché. E por isso, talvez por isso, é que a queremos tanto. Não quero continuar nisto, não quero crescer. Acima de tudo não quero crescer. Não tenho idade para crescer, já chega. Não quero ver mais, não consigo ver mais, vou magoar-me se vir mais... Neste mundo, ou em qualquer outro que talvez exista, é sofrimento, fome, guerra, ódio, inveja, ciúme, desgraça e morte, morte em todo o lado, e morte nunca é o pior!
Porque basta! Porque chega! Porque não quero, nem mais um bocadinho! Leva-me deste lugar onde não pertenço, eleva-me para lá da superfície, mostra-me que o sonho pode ser real. Mostra-me um sorriso, mais uma vez. Um sorriso, míseros 2 ou 3 segundos, é isso o que dura a felicidade, o tempo de sorrir, antes do desespero, do sofrimento, da consciência!
Porque basta! Porque chega! Porque não quero, nem mais um bocadinho! Leva-me deste lugar onde não pertenço, eleva-me para lá da superfície, mostra-me que o sonho pode ser real. Mostra-me um sorriso, mais uma vez. Um sorriso, míseros 2 ou 3 segundos, é isso o que dura a felicidade, o tempo de sorrir, antes do desespero, do sofrimento, da consciência!
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Carnaval
sábado, dezembro 22, 2007
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Bolha ar-água
A falta de vida social faz com que as pessoas sejam um tanto ou quanto deprimentes. Bem, não será 'deprimentes' a palavra que eu procuro.. Pensemos antes assim: Quem não socializa tem mais tempo para pensar em coisas estúpidas. Eu tenho tido tempo para pensar num variado leque de coisas estúpidas (coisa que nem sequer depende de sair ou não socialmente). E então lembrei-me das bolhas de ar que também são de água e que se formam quando despejamos água não gaseificada num copo. Eu avisei previamente que era extremamente ridículo. As bolhas de ar-água não têm qualquer tipo de interacção connosco, limitam-se a formar-se e a rebentar. E mais nada. Já que nunca ninguém se lembrou de falar nelas, eu lembrei-me. Não deixam de fazer parte do nosso mundinho!
Pronto, não vos massacro com o assunto. Mas reparem nelas, e quando uma rebentar, vão ver como se sentem mais vivos. Atenciosamente, blogger girl.
Pronto, não vos massacro com o assunto. Mas reparem nelas, e quando uma rebentar, vão ver como se sentem mais vivos. Atenciosamente, blogger girl.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Agarra. Abraça. Aperta. Aquece. Atrai. Agrada. Atraiçoa. Arrebata. Alicia. Cativa. Convida. Conquista. Corrompe com promessas. Comprime. Cinge fortemente. Deslumbra. Domina. Enrola. Encanta. Enérgico. Enfeitiça. Entusiasma. Fascina. Intensifica. Instiga. Maravilha. Prende. Persuade. Provoca. Seduz. Suborna. Subjuga.Tenta.
Reconhecem?
Reconhecem?
terça-feira, novembro 27, 2007
sábado, novembro 24, 2007
O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver...
Não pode ver
Que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu...
O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa...
Te ver
Não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa...
Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açucar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica...
O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...
Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açucar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica...
O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa...
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver...
Não pode ver
Que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu...
O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa...
Te ver
Não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa...
Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açucar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica...
O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...
Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açucar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica...
O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa...
by Cazuza / Rogério Meanda / João Rebouças
segunda-feira, novembro 19, 2007
Para quê?
Vivo para quem não me vê. Sorrio para quem não quer saber. Desculpo-me para quem não me perdoa. Escrevo para quem não lê. Espero por quem não vem. Quero, mas querer não basta. Deixei de lutar porque deixei de vencer. Deixei de vencer porque deixei de lutar. Caí e não me soube levantar. Sento-me e não sei o que faço aqui.
Para quê?
Para sofrer sem ti? Para te ver partir? Para te ver a seres feliz sem mim?
Para quê?
Morro aqui. Morro agora. Morro para sempre.
Para quê?
Para sofrer sem ti? Para te ver partir? Para te ver a seres feliz sem mim?
Para quê?
Morro aqui. Morro agora. Morro para sempre.
domingo, novembro 11, 2007
terça-feira, novembro 06, 2007
domingo, novembro 04, 2007
Desculpa: a imperfeição do meu ser;
o vazio do meu olhar;
o meu choro calado;
o toque da minha mão;
o bater do meu coração;
a saudade do que não existe;
o mal que eu te faço;
o mal que tu me fazes;
o bem que é;
o bem que era;
o mau de nós;
o que não consigo evitar;
a impaciência;
a demora;
a insanidade;
a crueldade;
a racionalidade;
os erros!
Acima de tudo, desculpa-me por ter nascido. Viste em mim o que eu vi em ti, mas deixaste de querer ver-me. Desculpa por ser feliz. Desculpa por ser infeliz. Desculpa.
Desculpa por te ter magoado. Desculpa por ter esperado. Desculpa.
Desculpa-me, por cada vez que a minha existência colidir com a tua como se fossem uma só. Desculpa-me pelo beijo, pelo abraço... Desculpa-me pelas palavras ou pela sua ausência. Desculpa-me por não ser perfeita, mas só é perfeito quem já não existe!
o vazio do meu olhar;
o meu choro calado;
o toque da minha mão;
o bater do meu coração;
a saudade do que não existe;
o mal que eu te faço;
o mal que tu me fazes;
o bem que é;
o bem que era;
o mau de nós;
o que não consigo evitar;
a impaciência;
a demora;
a insanidade;
a crueldade;
a racionalidade;
os erros!
Acima de tudo, desculpa-me por ter nascido. Viste em mim o que eu vi em ti, mas deixaste de querer ver-me. Desculpa por ser feliz. Desculpa por ser infeliz. Desculpa.
Desculpa por te ter magoado. Desculpa por ter esperado. Desculpa.
Desculpa-me, por cada vez que a minha existência colidir com a tua como se fossem uma só. Desculpa-me pelo beijo, pelo abraço... Desculpa-me pelas palavras ou pela sua ausência. Desculpa-me por não ser perfeita, mas só é perfeito quem já não existe!
terça-feira, outubro 16, 2007
A Amizade
A Amizade não se vê, sente-se, ou deixa-se de sentir, quando é o caso. Acaba no momento em que a outra pessoa nos desilude tanto que já não é possivel perdoar mais. E aí percebemos que talvez não fosse amizade, porque para ser digna desse nome tinha de ser real, sem mágoa, sem desilusão!
terça-feira, outubro 02, 2007
A Arca do Não-É
'Uma coisa que me põe triste
é que não exista o que não existe.
Tudo o que eu nem posso imaginar
porque se o imaginasse já existia
embora num sítio onde só eu ia.
Por mais voltas que a invenção dá
volta sempre ao que já há!
Por isso o que me põe triste
é que exista tudo o que existe.'
é que não exista o que não existe.
Tudo o que eu nem posso imaginar
porque se o imaginasse já existia
embora num sítio onde só eu ia.
Por mais voltas que a invenção dá
volta sempre ao que já há!
Por isso o que me põe triste
é que exista tudo o que existe.'
sexta-feira, setembro 28, 2007
Mais disto.
Todos os dias, algo nasce, algo morre e algo muda. À nossa volta, uma imensidão de nada e de tudo faz com que o mundo nos pareça vazio, degradante ou até mesmo solitário. Imensamente pequeno o espírito do homem, imensamente desleixado, imensamente desaproveitado. Uma mente que se julga tão 'aberta', uma alma tantas vezes solidária, tantas vezes perdida no que há de bom no mundo.
Abre-se uma janela quando uma porta se fecha..absorvemos tamanha infelicidade com aquela porta que se fecha que nos esquecemos de ver a nova janela. Quantas vezes nos incutem esta ideia. Quantas!
Sorri à vida e também ela te sorrirá. Vale a pena? Iremos a tempo de salvar o mundo?
Batemos no fundo do poço e resta-nos apenas ter a esperança de conseguir permanecer à tona.
Grita, chora, ri, sonha. Mas reinventa-te a cada paço. Para que um dia valha a pena!
Abre-se uma janela quando uma porta se fecha..absorvemos tamanha infelicidade com aquela porta que se fecha que nos esquecemos de ver a nova janela. Quantas vezes nos incutem esta ideia. Quantas!
Sorri à vida e também ela te sorrirá. Vale a pena? Iremos a tempo de salvar o mundo?
Batemos no fundo do poço e resta-nos apenas ter a esperança de conseguir permanecer à tona.
Grita, chora, ri, sonha. Mas reinventa-te a cada paço. Para que um dia valha a pena!
quinta-feira, setembro 27, 2007
Por lapso!
A blog-o-mania apoderou-se da minha vida e mudou-a. Todo um mundo que eu desconhecia faz agora parte daquilo que eu não posso dispensar. Há exactamente 17 dias atrás, celebraram-se 2 anos que nasceu este blog e acontecimentos recentes e menos afortunados impediram-me de vir congratular essa data! Ainda assim, 17dias depois, estou aqui para agradecer todos os bons momentos, os bons comentários, as boas pessoas que vivem neste nosso mundo. E que por muitos mais anos todos nós estejamos aqui para falar de todo o tipo de assuntos que não interessa a ninguém ou que interessa a toda a gente. Parabéns [10-09-2007]!
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