Todos os dias, algo nasce, algo morre e algo muda. À nossa volta, uma imensidão de nada e de tudo faz com que o mundo nos pareça vazio, degradante ou até mesmo solitário. Imensamente pequeno o espírito do homem, imensamente desleixado, imensamente desaproveitado. Uma mente que se julga tão 'aberta', uma alma tantas vezes solidária, tantas vezes perdida no que há de bom no mundo.
Abre-se uma janela quando uma porta se fecha..absorvemos tamanha infelicidade com aquela porta que se fecha que nos esquecemos de ver a nova janela. Quantas vezes nos incutem esta ideia. Quantas!
Sorri à vida e também ela te sorrirá. Vale a pena? Iremos a tempo de salvar o mundo?
Batemos no fundo do poço e resta-nos apenas ter a esperança de conseguir permanecer à tona.
Grita, chora, ri, sonha. Mas reinventa-te a cada paço. Para que um dia valha a pena!
sexta-feira, setembro 28, 2007
quinta-feira, setembro 27, 2007
Por lapso!
A blog-o-mania apoderou-se da minha vida e mudou-a. Todo um mundo que eu desconhecia faz agora parte daquilo que eu não posso dispensar. Há exactamente 17 dias atrás, celebraram-se 2 anos que nasceu este blog e acontecimentos recentes e menos afortunados impediram-me de vir congratular essa data! Ainda assim, 17dias depois, estou aqui para agradecer todos os bons momentos, os bons comentários, as boas pessoas que vivem neste nosso mundo. E que por muitos mais anos todos nós estejamos aqui para falar de todo o tipo de assuntos que não interessa a ninguém ou que interessa a toda a gente. Parabéns [10-09-2007]!
quarta-feira, setembro 19, 2007
terça-feira, agosto 21, 2007
Por momentos..
Há dias em que acordamos fora do mundo, como se nada fosse real, como se o tudo fosse imaginário.. Há dias em que não acordamos porque o nosso corpo estava cansado demais para adormecer. Há dias em que o nosso saco de orgãos e ossos se engloba inteiramente num mundo delicadamente colocado noutra dimensão.
Uma sensação de distância, indiferença e acima de tudo solidão. Como se o chão por baixo de nós abandonasse esse lugar; como se a luz do sol deixasse de existir, deixando-nos sem vida; como se não fosse necessário falar, ouvir, respirar ou até mesmo sentir.
É um daqueles dias em que o coração fala para dentro, sozinho; daqueles dias em que não nos serve acreditar nos sentimentos mais fundos; daqueles dias em que parece que vivemos num grande pesadelo soldado numa grande mentira.
Respiro bem fundo. Abro os olhos. Limpo as lágrimas que correm na minha cara (mesmo quando dormia). Tento ver tudo o que me rodeia. Tento abrir a janela. Tento inspirar um ar mais puro que me faça sentir viva. Abro os olhos novamente. Não estava a sonhar. Tudo se desmorona em meu redor, todos os sonhos desvanecem, todas as meninices. É real o que acontece. Não há mais esperança para mim, não há mais vida. É assim que se acorda todas as manhãs num mundo que eu aprendi a conhecer. E a cada momento, é mais difícil aguentar todo o barulho que nos rodeia.
Inspira. Expira. Inspira. Expira. Estou viva.
Uma sensação de distância, indiferença e acima de tudo solidão. Como se o chão por baixo de nós abandonasse esse lugar; como se a luz do sol deixasse de existir, deixando-nos sem vida; como se não fosse necessário falar, ouvir, respirar ou até mesmo sentir.
É um daqueles dias em que o coração fala para dentro, sozinho; daqueles dias em que não nos serve acreditar nos sentimentos mais fundos; daqueles dias em que parece que vivemos num grande pesadelo soldado numa grande mentira.
Respiro bem fundo. Abro os olhos. Limpo as lágrimas que correm na minha cara (mesmo quando dormia). Tento ver tudo o que me rodeia. Tento abrir a janela. Tento inspirar um ar mais puro que me faça sentir viva. Abro os olhos novamente. Não estava a sonhar. Tudo se desmorona em meu redor, todos os sonhos desvanecem, todas as meninices. É real o que acontece. Não há mais esperança para mim, não há mais vida. É assim que se acorda todas as manhãs num mundo que eu aprendi a conhecer. E a cada momento, é mais difícil aguentar todo o barulho que nos rodeia.
Inspira. Expira. Inspira. Expira. Estou viva.
domingo, agosto 12, 2007
Desafio [aceite]
Fui desafiada por Sleeping Angel
1. Pegar no livro mais próximo.
2. Abri-lo na página 161.
3. Procurar a quinta frase completa.
4. Transcrever a referida frase no blogue.
5. Não vale escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar obrigatoriamente o mais próximo).
6. Finalmente, passar o desafio a cinco pessoas.
"Quero. O. Meu. Almoço. Imediatamente!" (Os pontos finais são pausas de fala e não final de uma frase!)
in "O Diabo veste Prada" de Lauren Weisberger
Não passo o desafio a ninguém em especial mas sim a todas as pessoas que vierem ao blog!Obrigada!
1. Pegar no livro mais próximo.
2. Abri-lo na página 161.
3. Procurar a quinta frase completa.
4. Transcrever a referida frase no blogue.
5. Não vale escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar obrigatoriamente o mais próximo).
6. Finalmente, passar o desafio a cinco pessoas.
"Quero. O. Meu. Almoço. Imediatamente!" (Os pontos finais são pausas de fala e não final de uma frase!)
in "O Diabo veste Prada" de Lauren Weisberger
Não passo o desafio a ninguém em especial mas sim a todas as pessoas que vierem ao blog!Obrigada!
quarta-feira, julho 25, 2007
terça-feira, julho 24, 2007
Volto..
Recém chegada de um concerto de música clássica, melhor dizendo, de um bom concerto de música clássica, sinto que voltei a um estado de espírito incrivelmente familiar. Lavei a alma com toda aquela maravilhosa melodia, mas em todo o processo de 'lavagem' uma parte de mim aflorava, uma parte que tão maravilhosamente tinha escondido...
Ser feliz é quase como atingir a perfeição. É quase tão impossível, é quase tão irreal. Qualquer problema serve para disturbar toda uma paz de espírito, ou até mesmo, todo um estado único de incrível satisfação. É de dentro que vem uma súbita mudança. E toda a minha mente se concentra em pequenos pensamentos incrivelmente preocupantes, senão mesmo, dolorosos.
Volto, a toda aquela angústia e palpitação acelerada de quando algo está errado nalguma parte do mundo. A principio pensei que fosse a mesma preocupação que me assola cada dia, uma preocupação de todos e de ninguém. Sentir que se deve fazer mais pelos outros... Mas rapidamente essa ideia surgiu como altamente improvável, ou até mesmo, absurda.
Ninguém sabe o que verdadeiramente passa na alma de uma outra pessoa. É, de facto, extremamente complicado de entender. Tentei dar a mim mesma uma explicação para aquela preocupação, mas nem a mim consegui enganar. Depois foi a fase de aconselhamento, aliás, autoaconselhamento. Na verdade, enquanto ser humano, tenho de aprender a confiar mais na 'fidelidade' das pessoas. No fundo, se alguém gosta de nós, gosta mesmo de nós, nunca iria cometer um erro, qualquer que seja, que estragasse a pseudo-relação.. Não que se esteja a falar verdadeiramente de traição(dado que não há ninguém para trair), mas de ligação ou intromissão naquela que poderia ser um relação...
Esta é a altura em que espero que alguém leia isto e me ajude a esclarecer a situação. De notar que a minha mente criou toda a situação sem fontes viáveis de confirmação (ou negação). É 1h30 da manhã, alguém leva a sério as minhas dúvidas existenciais?
Ser feliz é quase como atingir a perfeição. É quase tão impossível, é quase tão irreal. Qualquer problema serve para disturbar toda uma paz de espírito, ou até mesmo, todo um estado único de incrível satisfação. É de dentro que vem uma súbita mudança. E toda a minha mente se concentra em pequenos pensamentos incrivelmente preocupantes, senão mesmo, dolorosos.
Volto, a toda aquela angústia e palpitação acelerada de quando algo está errado nalguma parte do mundo. A principio pensei que fosse a mesma preocupação que me assola cada dia, uma preocupação de todos e de ninguém. Sentir que se deve fazer mais pelos outros... Mas rapidamente essa ideia surgiu como altamente improvável, ou até mesmo, absurda.
Ninguém sabe o que verdadeiramente passa na alma de uma outra pessoa. É, de facto, extremamente complicado de entender. Tentei dar a mim mesma uma explicação para aquela preocupação, mas nem a mim consegui enganar. Depois foi a fase de aconselhamento, aliás, autoaconselhamento. Na verdade, enquanto ser humano, tenho de aprender a confiar mais na 'fidelidade' das pessoas. No fundo, se alguém gosta de nós, gosta mesmo de nós, nunca iria cometer um erro, qualquer que seja, que estragasse a pseudo-relação.. Não que se esteja a falar verdadeiramente de traição(dado que não há ninguém para trair), mas de ligação ou intromissão naquela que poderia ser um relação...
Esta é a altura em que espero que alguém leia isto e me ajude a esclarecer a situação. De notar que a minha mente criou toda a situação sem fontes viáveis de confirmação (ou negação). É 1h30 da manhã, alguém leva a sério as minhas dúvidas existenciais?
sexta-feira, julho 20, 2007
Vislumbre..
Um vislumbre, daquilo que eu podia ou devia ser, qual mancha no chão, disforme e indistinta. De tudo o que podia ser, de tudo o que podia fazer, escolhi um caminho mais fácil - ignorar. Já nem sei se ignoro a minha própria existência ou apenas tudo o que me rodeia. Acho que tomei a decisão fácil de tomar as coisas como garantidas.
Sentimos que por tantas verdades reais, o mundo nos faz sentir pequenos, tão pequenos quanto a nossa verdadeira dimensão. Afinal, nada mais nos resta do que essa pequenez de tamanho e de acções. Sabemos que está nas nossas mãos mudar, e continuamos parados na nossa cadeira por mais uma vez...
É um mundo tão grande, com tanta gente para ajudar. E sinto-me tão 'powerless'. Sinto que as minhas acções em nada contribuem para melhorar o mundo.
Vislumbro o que queria ser, porque vale a pena. Enquanto existe um amanhã, existe a possibilidade de nos superarmos. E salvar o mundo, porque é real. Puro. Verdadeiro. Necessário!
É mudar o mundo que eu quero. É salvar tantas pessoas que eu posso. É dar a mão, e não pedir nada em troca...
Sentimos que por tantas verdades reais, o mundo nos faz sentir pequenos, tão pequenos quanto a nossa verdadeira dimensão. Afinal, nada mais nos resta do que essa pequenez de tamanho e de acções. Sabemos que está nas nossas mãos mudar, e continuamos parados na nossa cadeira por mais uma vez...
É um mundo tão grande, com tanta gente para ajudar. E sinto-me tão 'powerless'. Sinto que as minhas acções em nada contribuem para melhorar o mundo.
Vislumbro o que queria ser, porque vale a pena. Enquanto existe um amanhã, existe a possibilidade de nos superarmos. E salvar o mundo, porque é real. Puro. Verdadeiro. Necessário!
É mudar o mundo que eu quero. É salvar tantas pessoas que eu posso. É dar a mão, e não pedir nada em troca...
sábado, junho 16, 2007
No cerne da questão
A questão deixa de ser o que queremos para nós ou para o nosso futuro, e passa a ser, aquilo que nós vamos realmente conseguir, aquilo pelo que queremos lutar, até onde é que é suposto...
Não há vida para além da morte, dizem, mas só para algumas pessoas. Alguns de nós querem realmente fazer a diferença, neste mundo, para que a vida em vida consiga ser grandiosa, mas que a vida em morte, se prolongue por longas e distantes gerações. Alguns de nós não se irão contentar com memórias e simplicidades breves, com os 5minutos de fama e coragem ou com aqueles dias de simples interesse...
Naquilo que tomamos como vida, temos restrições, não pela 'censura' mas pelo próprio entendimento humano daquilo que é ou não eticamente correcto, ou mais correcto. Mas quem decide se se pode ou não ir mais além, quem ou o quê que decide o que é o limite, é a nossa mente, a nossa capacidade de superação dos limites da imaginação.
Não me chega viver grandemente, com tudo de bom, cheia de gente e supostos amigos(ou colegas). Não me chega envelhecer e ser esquecida à frente da minha lareira com um pequeno livro na mão e meia dúzia de histórias para contar aos meus netos. Não me chega uma felicidade plenamente terrena. Para mim, realmente viver é fazer algo que seja 'reconhecido', é fazer alguma coisa pelo que está bem no mundo, é agir contra o que está o mal no mundo, é superar tudo aquilo que não é suposto superar. Realmente viver, é ser mais do que se é, é saber mais do que se sabe, é imaginar mais do que se pode. Eu quero viver agora, e quero que vivam quando eu morrer. Quero que vivam a minha vida e se lembrem de mim, que haja sempre alguém que saiba quem eu fui, que haja sempre 'gente' por todo o mundo que diga: "Sim, eu sei que ela fez ISTO!"
Eu sei que posso mudar o mundo. E continuo a acreditar que a minha palavra, um dia, fará a diferença. [Enquanto que ainda não os meus actos]
Não há vida para além da morte, dizem, mas só para algumas pessoas. Alguns de nós querem realmente fazer a diferença, neste mundo, para que a vida em vida consiga ser grandiosa, mas que a vida em morte, se prolongue por longas e distantes gerações. Alguns de nós não se irão contentar com memórias e simplicidades breves, com os 5minutos de fama e coragem ou com aqueles dias de simples interesse...
Naquilo que tomamos como vida, temos restrições, não pela 'censura' mas pelo próprio entendimento humano daquilo que é ou não eticamente correcto, ou mais correcto. Mas quem decide se se pode ou não ir mais além, quem ou o quê que decide o que é o limite, é a nossa mente, a nossa capacidade de superação dos limites da imaginação.
Não me chega viver grandemente, com tudo de bom, cheia de gente e supostos amigos(ou colegas). Não me chega envelhecer e ser esquecida à frente da minha lareira com um pequeno livro na mão e meia dúzia de histórias para contar aos meus netos. Não me chega uma felicidade plenamente terrena. Para mim, realmente viver é fazer algo que seja 'reconhecido', é fazer alguma coisa pelo que está bem no mundo, é agir contra o que está o mal no mundo, é superar tudo aquilo que não é suposto superar. Realmente viver, é ser mais do que se é, é saber mais do que se sabe, é imaginar mais do que se pode. Eu quero viver agora, e quero que vivam quando eu morrer. Quero que vivam a minha vida e se lembrem de mim, que haja sempre alguém que saiba quem eu fui, que haja sempre 'gente' por todo o mundo que diga: "Sim, eu sei que ela fez ISTO!"
Eu sei que posso mudar o mundo. E continuo a acreditar que a minha palavra, um dia, fará a diferença. [Enquanto que ainda não os meus actos]
O Dia da Criança

Antes de mais, as minhas mais sinceras desculpas a todas as crianças porque a minha ausência não me permitiu a publicação de um post dedicado a elas e a nós. Porque o mundo é de quem sabe rir de verdade, de quem sabe chorar quando é preciso, de quem não tem medo de cair até fazer certo, de quem consegue o que quer lutando, e lutando, e lutando... FELIZ DIA DA CRIANÇA! [1 de Junho]
Eu ainda sou uma criança, e acho que ainda somos todos... Um bocadinho!
sábado, maio 26, 2007
É um sonho
É um sonho que se torna realidade a cada minuto mais próximo do fim, a cada momento mais próximo do 'ser feliz'...
Não passa de um sonho mesmo a cada realização, mesmo a cada tentativa, mesmo quando é um sonho...
Não existe enquanto realidade e por isso é como se anulasse enquanto concretização.
A cada momento, tudo nos parece irreal e insólito...tudo nos parece tão perto e tão longe.
A cada momento, tudo parece mais perfeito, mais ideal, mais ...mais!
E então, lentamente, o mundo à nossa volta passa por baixo dos nossos pés sem mais nos segurar, e tudo o que construímos até agora é o nada que nos passa a rodear.
Não passa de um sonho mesmo a cada realização, mesmo a cada tentativa, mesmo quando é um sonho...
Não existe enquanto realidade e por isso é como se anulasse enquanto concretização.
A cada momento, tudo nos parece irreal e insólito...tudo nos parece tão perto e tão longe.
A cada momento, tudo parece mais perfeito, mais ideal, mais ...mais!
E então, lentamente, o mundo à nossa volta passa por baixo dos nossos pés sem mais nos segurar, e tudo o que construímos até agora é o nada que nos passa a rodear.
sexta-feira, maio 11, 2007
Hoje, 60segundos!
O momento em que descobrimos quem nós somos, é o momento em que negamos o que são os outros. É no entanto algo que não faz sentido ou que nos parece impossivel. Reparem que não sabemos o que queremos ao certo, mas sabemos sempre o que não queremos.
Às vezes esquecemo-nos de olhar para trás e decidir o que realmente não pode voltar a acontecer e quanto não nos podemos entregar completamente a determinadas situações.
A vida parece-nos demasiado curta para deixarmos passar um minuto em branco, e cada vez mais as pessoas deixam de pensar para preencher esse minuto.
No entanto, não passam de uns meros 60 segundos, como os muitos outros 60 segundos que temos pela frente. Na maioria das vezes, nem maiores, nem mais importantes, nem mais distintos... São meros 60 segundos que podemos guardar para viver mais intensamente, um dia mais tarde.
Precipitavam-se para os braços uns dos outros, um pouco ao acaso, um pouco sem pensar. Deixavam-se levar nas 'simpatias'... Por apenas 60 segundos, que podem realmente estragar a vida de alguém..
Eu vou poupar esses 60 segundos, e os muitos outros, para um dia mais tarde ter esses 60 segundos intensos, redobrados e com algo que não têm os vossos 60 segundos - sentimento.
Desprovir um acto, qualquer que seja, de sentimento, é o mesmo que sistematizar alguma coisa, que é o que acontece na realidade. Porque no fundo, tudo o que acontece, é porque tem de acontecer. A vida não é curta, dura o tempo estritamente necessário para ser inesquecivel!
Às vezes esquecemo-nos de olhar para trás e decidir o que realmente não pode voltar a acontecer e quanto não nos podemos entregar completamente a determinadas situações.
A vida parece-nos demasiado curta para deixarmos passar um minuto em branco, e cada vez mais as pessoas deixam de pensar para preencher esse minuto.
No entanto, não passam de uns meros 60 segundos, como os muitos outros 60 segundos que temos pela frente. Na maioria das vezes, nem maiores, nem mais importantes, nem mais distintos... São meros 60 segundos que podemos guardar para viver mais intensamente, um dia mais tarde.
Precipitavam-se para os braços uns dos outros, um pouco ao acaso, um pouco sem pensar. Deixavam-se levar nas 'simpatias'... Por apenas 60 segundos, que podem realmente estragar a vida de alguém..
Eu vou poupar esses 60 segundos, e os muitos outros, para um dia mais tarde ter esses 60 segundos intensos, redobrados e com algo que não têm os vossos 60 segundos - sentimento.
Desprovir um acto, qualquer que seja, de sentimento, é o mesmo que sistematizar alguma coisa, que é o que acontece na realidade. Porque no fundo, tudo o que acontece, é porque tem de acontecer. A vida não é curta, dura o tempo estritamente necessário para ser inesquecivel!
sexta-feira, maio 04, 2007
Ser feliz!
Ser feliz é um bocadinho mais complicado e complexo do que parece na realidade. Vai um bocadinho além da mentalidade de algumas pessoas. Ser feliz, no fundo, é ter mais do que se pode desejar, é ser importante para alguém, é sentir-se a nossa falta, é querer sempre o mundo inteiro!
Ser feliz é simples, quando temos amigos que são importantes e que nos fazem sentir importantes. É simples saber ser-se natural e verdadeiro. É simples ser-se real. Ser feliz é mais do que a maioria pensa!
Há quem se diga feliz, por ter uma infinidade de 'colegas' ou até mesmo conhecidos. Que ser feliz passa por ser-se popular. Eu digo que prefiro a minha modesta insignificancia, digo que vos posso parecer uma parola, uma 'bimba, uma 'zé-ninguém'. Mas no fundo todos vocês me invejam! Todos vocês gostavam de poder dizer que são metade do felizes que eu posso ser, que têm metade das pessoas que realmente importam na vida que eu tenho. Eu posso ter perdido metade que fosse das pessoas que vocês conhecem por ganhar amigos, de verdade, e digo que abdicava disso, uma e outra vez, e nunca me arrependeria. Porque ganho em sorrisos a cada dia, porque ganho em vontade, ganho em ser. Porque aquilo que vocês conhecem nem sempre é o melhor. Porque aquilo que vocês fazem nem sempre é o mais fixe. Porque conhecer-se muita gente, primeiro, não significa ser-se popular, e segundo, não traz felicidade!
Ser feliz é ter-vos comigo a cada dia, e saber que não vai acabar. É saber que cada pessoa nova é como uma benção que traz algo de novo. É saber que é verdade tudo!
Ser feliz é poder dizer que tenho amigos de verdade. Que às vezes não concordamos. Que na maioria das vezes estamos em desacordo e discutimos. Que por tantas vezes nos apetece espancar algum de nós. Que nunca nada está perfeito. Que há sempre algo por dizer. Que quando sorrimos é de verdade. Que por tudo isto, somos nós, em pleno estado de espirito, e que somos mesmo felizes. E por isso vocês são TÃO IMPORTANTES!
Ser feliz é simples, quando temos amigos que são importantes e que nos fazem sentir importantes. É simples saber ser-se natural e verdadeiro. É simples ser-se real. Ser feliz é mais do que a maioria pensa!
Há quem se diga feliz, por ter uma infinidade de 'colegas' ou até mesmo conhecidos. Que ser feliz passa por ser-se popular. Eu digo que prefiro a minha modesta insignificancia, digo que vos posso parecer uma parola, uma 'bimba, uma 'zé-ninguém'. Mas no fundo todos vocês me invejam! Todos vocês gostavam de poder dizer que são metade do felizes que eu posso ser, que têm metade das pessoas que realmente importam na vida que eu tenho. Eu posso ter perdido metade que fosse das pessoas que vocês conhecem por ganhar amigos, de verdade, e digo que abdicava disso, uma e outra vez, e nunca me arrependeria. Porque ganho em sorrisos a cada dia, porque ganho em vontade, ganho em ser. Porque aquilo que vocês conhecem nem sempre é o melhor. Porque aquilo que vocês fazem nem sempre é o mais fixe. Porque conhecer-se muita gente, primeiro, não significa ser-se popular, e segundo, não traz felicidade!
Ser feliz é ter-vos comigo a cada dia, e saber que não vai acabar. É saber que cada pessoa nova é como uma benção que traz algo de novo. É saber que é verdade tudo!
Ser feliz é poder dizer que tenho amigos de verdade. Que às vezes não concordamos. Que na maioria das vezes estamos em desacordo e discutimos. Que por tantas vezes nos apetece espancar algum de nós. Que nunca nada está perfeito. Que há sempre algo por dizer. Que quando sorrimos é de verdade. Que por tudo isto, somos nós, em pleno estado de espirito, e que somos mesmo felizes. E por isso vocês são TÃO IMPORTANTES!
quarta-feira, abril 25, 2007
Diz-me..
Qual é a dose certa de desculpas? A dose certa de erros? A dose certa de sofrimento?
Até quando te vou ver e dizer para mim mesma que não existes? Até quando me vais obrigar a dizer interiormente que morreste, e outra pessoa cresceu em ti?
Não te conheço, àquilo em que acreditas agora, à pessoa em que te tornaste. Não conheço o que te rodeia, não reconheço o que és... Não existes, morreste, ou então tens vergonha do que eras! Eu não tenho vergonha do que eras, aliás, só quem não gostar de ti é que teria. Agora, as pessoas realmente 'boas', realmente fixes, são as pessoas que criticaste toda a tua vida.
Arruinaste um sonho de 16anos, por pessoas que nunca te mereceram. Arruinaste tudo aquilo que te trouxe até aqui, por algo que não tem valor. Deixei de te conhecer e só queria que percebesses isso. Não és mais o centro das atenções. Os nossos jogos de chantagem acabaram. As músicas parvas, as manias, os dias, as conversas... Se quiseres, acabou!
Até quando te vou ver e dizer para mim mesma que não existes? Até quando me vais obrigar a dizer interiormente que morreste, e outra pessoa cresceu em ti?
Não te conheço, àquilo em que acreditas agora, à pessoa em que te tornaste. Não conheço o que te rodeia, não reconheço o que és... Não existes, morreste, ou então tens vergonha do que eras! Eu não tenho vergonha do que eras, aliás, só quem não gostar de ti é que teria. Agora, as pessoas realmente 'boas', realmente fixes, são as pessoas que criticaste toda a tua vida.
Arruinaste um sonho de 16anos, por pessoas que nunca te mereceram. Arruinaste tudo aquilo que te trouxe até aqui, por algo que não tem valor. Deixei de te conhecer e só queria que percebesses isso. Não és mais o centro das atenções. Os nossos jogos de chantagem acabaram. As músicas parvas, as manias, os dias, as conversas... Se quiseres, acabou!
sábado, abril 21, 2007
Divagar...
Escrevo com o intuito de me desafogar da enchorrada de sentimentos que me sufoca.
O que sinto não me deixa saber quem és, nem mesmo quem eu sou.
Se te odeio, se te amo, se te adoro, se não gosto de ti, se te quero aqui, ou se te quero 'dar'...
Havia um tempo, um lugar, um momento, em que tudo o que víamos estava bem longe ou bem perto. Era um futuro que não sabia explicar, um história que não sabia contar ou até mesmo um vazio que não tinha lugar.
Era um vazio, definitivamente, de algo que me fazia falta, de alguém que me deixava lentamente, de um mundo, que perfeito não era. Era de mim e para mim que esta dor se afirmava; era para eu perceber até onde, algo maior e mais forte, se podia impôr a todas as minhas acções. O desespero que me afundava, tanto ou maior do que a dor, fazia de mim um 'boneco' inútil às mãos de todos ou de qualquer um. Fugia-me por entre os dedos esse algo ou alguém, que não me deixou agarrá-lo bem forte para o não perder. Foi sorrateiramente partindo para um lugar que nunca vi.
Se era um futuro que não sabia explicar, era-o definitivamente. Toda esta dor, todo o desespero, me levavam para uma parte incerta do abismo, algures onde nunca estive anteriormente, e para onde não quero voltar. Para um lugar distante que, como de um labirinto, ninguém sabe sair.
E se era uma história que não sabia contar, continua a sê-lo efectivamente. A história da minha vida, a história dos meus sentimentos, a história da minha essência e da pessoa que me quero tornar, é uma história que eu própria não entendo, de imperfeições e precalços, de saltos e recuos, de sonhos e de pesadelos... Não a sei contar, é certo, mas um dia, tudo isto parecerá distante.
O que sinto não me deixa saber quem és, nem mesmo quem eu sou.
Se te odeio, se te amo, se te adoro, se não gosto de ti, se te quero aqui, ou se te quero 'dar'...
Havia um tempo, um lugar, um momento, em que tudo o que víamos estava bem longe ou bem perto. Era um futuro que não sabia explicar, um história que não sabia contar ou até mesmo um vazio que não tinha lugar.
Era um vazio, definitivamente, de algo que me fazia falta, de alguém que me deixava lentamente, de um mundo, que perfeito não era. Era de mim e para mim que esta dor se afirmava; era para eu perceber até onde, algo maior e mais forte, se podia impôr a todas as minhas acções. O desespero que me afundava, tanto ou maior do que a dor, fazia de mim um 'boneco' inútil às mãos de todos ou de qualquer um. Fugia-me por entre os dedos esse algo ou alguém, que não me deixou agarrá-lo bem forte para o não perder. Foi sorrateiramente partindo para um lugar que nunca vi.
Se era um futuro que não sabia explicar, era-o definitivamente. Toda esta dor, todo o desespero, me levavam para uma parte incerta do abismo, algures onde nunca estive anteriormente, e para onde não quero voltar. Para um lugar distante que, como de um labirinto, ninguém sabe sair.
E se era uma história que não sabia contar, continua a sê-lo efectivamente. A história da minha vida, a história dos meus sentimentos, a história da minha essência e da pessoa que me quero tornar, é uma história que eu própria não entendo, de imperfeições e precalços, de saltos e recuos, de sonhos e de pesadelos... Não a sei contar, é certo, mas um dia, tudo isto parecerá distante.
É um mundo diferente, este em que me encontro, em que não te posso tocar. Sentir-te aqui foi o meu porto de abrigo. Ver-te chegar, era a normalidade. Saber da tua presença, o conforto. Saber que por algo que fosse, alguém ia estar sempre lá...
Não sei se foi a distância que te viu partir, ou a burrice de quem te soube perder. Saber que existes, costumava fazer-me sorrir, e saber que estavas no teu mundo, ainda mais. Saber que nada te chateava e mais ninguém te magoava, tornou-se um hábito confirmar, e tornou-se ainda maior, esquecer. As 'crianças' que te rodeiam não crescem, e como crianças, acham que nada tem demasiada importância, tudo é demasiadamente simples!
Pois eu digo que não é a partir do momento em que se magoa alguém, com uma dor que não se pode curar. A marca da sua passagem é motivo para chorar. O desaparecimento, é algo que não está nas nossas mãos!
Eu digo que Basta! Basta de magoarmos os outros. Basta de pensarmos naquilo que é melhor para nós. Eu digo que acabou aqui e agora. Eu digo que a cada palavra pronunciada uma gota de sangue se esvairá e formará um rio. Eu digo, porque posso!
Não sei se foi a distância que te viu partir, ou a burrice de quem te soube perder. Saber que existes, costumava fazer-me sorrir, e saber que estavas no teu mundo, ainda mais. Saber que nada te chateava e mais ninguém te magoava, tornou-se um hábito confirmar, e tornou-se ainda maior, esquecer. As 'crianças' que te rodeiam não crescem, e como crianças, acham que nada tem demasiada importância, tudo é demasiadamente simples!
Pois eu digo que não é a partir do momento em que se magoa alguém, com uma dor que não se pode curar. A marca da sua passagem é motivo para chorar. O desaparecimento, é algo que não está nas nossas mãos!
Eu digo que Basta! Basta de magoarmos os outros. Basta de pensarmos naquilo que é melhor para nós. Eu digo que acabou aqui e agora. Eu digo que a cada palavra pronunciada uma gota de sangue se esvairá e formará um rio. Eu digo, porque posso!
Desculpa!
Desculpa, por não ter descoberto quando era tempo!
Desculpa, por ter ficado sem jeito e sem solução!
Desculpa, porque não pensei que isto te acontecesse!
Desculpa, por não saber o que te dizer!
Desculpa, por não me saber desculpar!
Desculpa, por não estar preparada para te ajudar(física e psicologicamente!)!
Desculpa, porque não sei o que te fiz!
Desculpa, porque não te soube agarrar quando era tempo!
Desculpa, por onde desceste!
Desculpa, por onde não tinhas de ir, se não fosse por te deixarmos!
Desculpa, porque não te conhecemos, agora!
Desculpa, por te termos feito afastar!
Desculpa, por não querermos acreditar!
Desculpa, porque é demais o que acontece!
Desculpa, porque não merecias!
Desculpa, porque não posso perdoar-me!
Desculpa, por ser tão dificil!
Desculpa, mas prometo que não vais estar sozinha!
Desculpa, mas nós vamos ajudar-te!
Desculpa, porque vai tudo mudar!
Desculpa, porque já sabes que vai ser diferente!
Desculpa, por não ter parado enquanto foi tempo!
Desculpa, porque não soubemos impor-te!
Desculpa, por não te termos preparado!
Desculpa, por te termos deixado fugir!
Desculpa, porque não era para ti!
Desculpa, por seres tu a pagar o preço do nosso desleixe!
Desculpa, por sermos tão frios!
Desculpa, por tudo o que sentes!
Desculpa, por tudo aquilo do que nos culpas!
Desculpa, por tudo o que não fizemos, e devíamos!
Desculpa, por sermos tão estúpidos!
Desculpa, porque ainda não te vingamos!
Desculpa, por ainda não sabermos o que fazer!
Desculpa, por cada lágrima que derramamos a pensar em nós!
Desculpa, pela falta que nos fazes!
Desculpa, pelo nosso egoísmo!
Desculpa, por já ser tão tarde!
Desculpa, porque estamos perdidos agora!
Desculpa, mas é tão dificil entender!
E quando algo melhor queria dizer, o mais apropriado, sinto que é calar-me, e dizer (embora não me ouças) DESCULPA! E não posso pedir que me perdoes, mas que me deixes ajudar. Não posso pedir que me ouças, mas que tentes entender. Não posso pedir mais do que já pedi, porque pedir não chega! Não posso dizer que nós não sofremos, porque não te posso mentir, porque não seria possivel dizer alguma vez mais, por algum motivo mais, DESCULPA. É o mais que te posso pedir! E é real! Verdadeiro. Puro. Por favor!
Desculpa, por ter ficado sem jeito e sem solução!
Desculpa, porque não pensei que isto te acontecesse!
Desculpa, por não saber o que te dizer!
Desculpa, por não me saber desculpar!
Desculpa, por não estar preparada para te ajudar(física e psicologicamente!)!
Desculpa, porque não sei o que te fiz!
Desculpa, porque não te soube agarrar quando era tempo!
Desculpa, por onde desceste!
Desculpa, por onde não tinhas de ir, se não fosse por te deixarmos!
Desculpa, porque não te conhecemos, agora!
Desculpa, por te termos feito afastar!
Desculpa, por não querermos acreditar!
Desculpa, porque é demais o que acontece!
Desculpa, porque não merecias!
Desculpa, porque não posso perdoar-me!
Desculpa, por ser tão dificil!
Desculpa, mas prometo que não vais estar sozinha!
Desculpa, mas nós vamos ajudar-te!
Desculpa, porque vai tudo mudar!
Desculpa, porque já sabes que vai ser diferente!
Desculpa, por não ter parado enquanto foi tempo!
Desculpa, porque não soubemos impor-te!
Desculpa, por não te termos preparado!
Desculpa, por te termos deixado fugir!
Desculpa, porque não era para ti!
Desculpa, por seres tu a pagar o preço do nosso desleixe!
Desculpa, por sermos tão frios!
Desculpa, por tudo o que sentes!
Desculpa, por tudo aquilo do que nos culpas!
Desculpa, por tudo o que não fizemos, e devíamos!
Desculpa, por sermos tão estúpidos!
Desculpa, porque ainda não te vingamos!
Desculpa, por ainda não sabermos o que fazer!
Desculpa, por cada lágrima que derramamos a pensar em nós!
Desculpa, pela falta que nos fazes!
Desculpa, pelo nosso egoísmo!
Desculpa, por já ser tão tarde!
Desculpa, porque estamos perdidos agora!
Desculpa, mas é tão dificil entender!
E quando algo melhor queria dizer, o mais apropriado, sinto que é calar-me, e dizer (embora não me ouças) DESCULPA! E não posso pedir que me perdoes, mas que me deixes ajudar. Não posso pedir que me ouças, mas que tentes entender. Não posso pedir mais do que já pedi, porque pedir não chega! Não posso dizer que nós não sofremos, porque não te posso mentir, porque não seria possivel dizer alguma vez mais, por algum motivo mais, DESCULPA. É o mais que te posso pedir! E é real! Verdadeiro. Puro. Por favor!
domingo, abril 08, 2007
Idealizo-te..
Amo-te ou odeio-te? Ainda não decidi. Compreender-te, não te compreendo, mas não posso pedir tanto! Posso pedir que me ouças, que tentes compreender o que eu digo. Como isso também não consegues, peço que tentes perceber, que só não me percebes porque não sabes quem eu sou!
Dizes que me amas, mas que não me compreendes. Se dizes que sou linda e ainda não me viste, és um sonhador que não sabe do mundo. Se dizes que sou má, estás a ser racional, mas nunca coerente. Se dizes que sonhaste comigo, não tens medo do que sentes, ou então não sabes o que significa.
Não consigo decidir quanto gosto ou não de ti, porque não sei ainda se existes. Sinto que estás aqui algures, mas não te vejo a olhar por mim.
Quero que saibas que eu estou aqui, estejas tu onde estiveres. Quero que leias cada palavra, como se para ti fosse dirigida. Quero que entres neste mundo inventado, que gosto de melhorar com cada pormenor, e te sintas no teu próprio mundo. Quero que leias e imagines que és tu quem está a escrever. Quero que sintas cada letra, cada vírgula, cada parágrafo, como sendo parte da minha vida. E que assim a conheças.
Idealizo-te no meu pequeno mundo, imaginando quão belo, quão simpático, quão diferente serias. Imagino quanto de ti está em mim, e quanto de mim está em ti!
Não sei se existes ainda, mas imagino-te sentado ao meu lado a conversar sobre nada ou sobre tudo. Imagino quanto teríamos por dizer ou por calar. Imagino-nos a envelhecer juntos sem nos conhecermos verdadeiramente. Até porque talvez não exista um nós.
Idealizo-te, nos meus sonhos, como alguém que sabe apreciar um bom livro, uma boa música. Como alguém que sabe exactamente aquilo que quer, e como o conseguir. Como alguém que luta até ao fim por algo em que acredita. Como alguém que gosta verdadeiramente das pessoas. Como alguém sociável, sensível aos problemas do mundo, que gosta de ajudar os outros...Como alguém capaz de me fazer feliz. Como alguém real. Se existires e souberes da minha existência, então um dia vou encontrar-te. Caso isso não aconteça, todos gostamos de escrever para alguém 'ideal'. E, como tu existes, um dia vais ler cada palavra que eu escrever e dizer: 'É a rapariga que eu idealizei!' Nessa altura, talvez eu não me lembre de cada palavra que escrevi, mas o sentimento que nos une (a mim e a ti que talvez existas) vai ser o mesmo que revelo ao escrever, que tu ao ler, que revelaremos pela vida fora.
Idealizo-te...
Dizes que me amas, mas que não me compreendes. Se dizes que sou linda e ainda não me viste, és um sonhador que não sabe do mundo. Se dizes que sou má, estás a ser racional, mas nunca coerente. Se dizes que sonhaste comigo, não tens medo do que sentes, ou então não sabes o que significa.
Não consigo decidir quanto gosto ou não de ti, porque não sei ainda se existes. Sinto que estás aqui algures, mas não te vejo a olhar por mim.
Quero que saibas que eu estou aqui, estejas tu onde estiveres. Quero que leias cada palavra, como se para ti fosse dirigida. Quero que entres neste mundo inventado, que gosto de melhorar com cada pormenor, e te sintas no teu próprio mundo. Quero que leias e imagines que és tu quem está a escrever. Quero que sintas cada letra, cada vírgula, cada parágrafo, como sendo parte da minha vida. E que assim a conheças.
Idealizo-te no meu pequeno mundo, imaginando quão belo, quão simpático, quão diferente serias. Imagino quanto de ti está em mim, e quanto de mim está em ti!
Não sei se existes ainda, mas imagino-te sentado ao meu lado a conversar sobre nada ou sobre tudo. Imagino quanto teríamos por dizer ou por calar. Imagino-nos a envelhecer juntos sem nos conhecermos verdadeiramente. Até porque talvez não exista um nós.
Idealizo-te, nos meus sonhos, como alguém que sabe apreciar um bom livro, uma boa música. Como alguém que sabe exactamente aquilo que quer, e como o conseguir. Como alguém que luta até ao fim por algo em que acredita. Como alguém que gosta verdadeiramente das pessoas. Como alguém sociável, sensível aos problemas do mundo, que gosta de ajudar os outros...Como alguém capaz de me fazer feliz. Como alguém real. Se existires e souberes da minha existência, então um dia vou encontrar-te. Caso isso não aconteça, todos gostamos de escrever para alguém 'ideal'. E, como tu existes, um dia vais ler cada palavra que eu escrever e dizer: 'É a rapariga que eu idealizei!' Nessa altura, talvez eu não me lembre de cada palavra que escrevi, mas o sentimento que nos une (a mim e a ti que talvez existas) vai ser o mesmo que revelo ao escrever, que tu ao ler, que revelaremos pela vida fora.
Idealizo-te...
quarta-feira, abril 04, 2007
E é o lugar em que o nosso amor começa ou acaba. Além do mais, o infinito. Além do resto, o mundo viciosamente redondo à nossa volta!
Não te quero amar mais, quero ser ainda mais feliz. É tanto ou mais o que nos une. É sempre mais do que te quero.
Gritar bem alto ao mundo quando existes, e gritar mais alto quando me fizeres feliz!
Não te quero amar mais, quero ser ainda mais feliz. É tanto ou mais o que nos une. É sempre mais do que te quero.
Gritar bem alto ao mundo quando existes, e gritar mais alto quando me fizeres feliz!
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